Histórias e textos teatrais




Aqui você encontra histórias e textos teatrais do escritor, roteirista e professor Emílio Carlos.
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Conheça também o blog com histórias do Detetive Zinho.
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Assista as Histórias do Emílio na TV.
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Texto teatral O MELHOR PRESENTE PARA A MINHA MÃE - Dia das Mães



O MELHOR PRESENTE PARA MINHA MÃE


de Emílio Carlos


CLARINHA – (entra) Oi pessoal! Oi pessoal! Vocês viram o Joca por aí? A gente combinou de se encontrar aqui, mas… ele está atrasado.

JOCA – (entra pensativo) O que? O que? O que?

CLARINHA – Oi, Joca.

JOCA – O que? O que? O que?

CLARINHA – Oi, Joca.

JOCA – O que? O que? O que poderia ser?

CLARINHA – Joca: você está me ouvindo?

JOCA – Claro que não, Clarinha. Eu estou pensando.

CLARINHA – Joca: no que você está pensando?

JOCA – É que eu estou em dúvida, Clarinha.

CLARINHA – E qual é a dúvida, Joca?

JOCA – O que é o melhor? O que? O que?

CLARINHA – É, tá difícil responder, Joca.

JOCA – Viu? Até você que sempre tem resposta pra tudo, hoje também não sabe. (faz drama) Ninguém me ajuda! Ninguém! Puxa vida!

CLARINHA – Joca: eu não posso te ajudar porque eu não estou entendendo.

JOCA – O que você não está entendendo?

CLARINHA – A sua pergunta, Joca.

JOCA – Mas é simples: o que é o melhor?

CLARINHA – Melhor o que, Joca?

JOCA – O que é o melhor presente pra minha mãe?

CLARINHA – Ah!… Você está pensando num presente pra sua mãe.

JOCA – É, Clarinha: é dia das mães e eu quero dar um presente especial pra minha mãe. Mas o que? O que? O que?

CLARINHA – É, Joca. São muitas opçṍes, né?

JOCA – Mas eu não quero “muitas opções”. Eu quero dar o melhor presente de todos pra minha mãe. O melhor presente do mundo.

CLARINHA – E no que você pensou, Joca?

JOCA – Eu pensei em dar um perfume caro pra ela!

CLARINHA – Mas você tem dinheiro, Joca?

JOCA – Então: eu não tenho dinheiro. Mas eu tenho que dar um presente pra minha mãe. E tem que ser o melhor presente do mundo pra minha mãe, certo?

CLARINHA – Joca: será que o melhor presente de todos custa caro mesmo? Olha: será que o melhor presente do mundo custa mesmo dinheiro?

JOCA – O que você está querendo dizer, Clarinha?

CLARINHA – O que eu estou dizendo Joca é que o melhor presente do mundo não custa nada, Joca.

JOCA – Ah, eu não estou entendendo nada, Clarinha.

CLARINHA – O melhor presente do mundo pra sua mãe é ter você como filho, Joca?

JOCA – Como é que é?


CLARINHA – O melhor presente pra uma mãe é seu filho. Então você é o melhor presente pra sua mãe.

JOCA – E como é que eu faço, Clarinha? Eu me embrulho de presente e me dou pra minha mãe?

CLARINHA – Não, Joca: melhor ainda. Você faz um cartão pra sua mãe escrito assim: Mãe, eu te amo.

JOCA – Isso eu já fiz, Clarinha. Quer ver? (sai)

CLARINHA – (ao público) Eu também já fiz um cartão pra minha mãe.

JOCA – (volta com o cartão) Aqui está o cartão. E agora.

CLARINHA – Agora você dá o cartão pra sua mãe, dá um abraço bem forte nela e diz…

JOCA – Eu te amo, mamãe!

CLARINHA – É isso aí, Joca. É o que eu vou fazer pra minha mãe também.

JOCA – Será que ela vai gostar, Clarinha?

CLARINHA – Joca: sua mãe vai amar. E sempre vai se lembrar desse presente, viu?

JOCA – Que legal, Clarinha! Então eu tenho uma ideia!

CLARINHA – Que ideia, Joca?

JOCA – Cada criança aqui da igreja vai dar um presente pra sua mãe também!

CLARINHA - Que legal, Joca!

JOCA – As crianças vão voltar pro seu lugar e vão dar um abraço bem forte na mamãe!

CLARINHA – E pode dizer: Mamãe, eu te amo!

JOCA – É isso aí!

CLARINHA – Então vamos lá! Todo mundo voltando pro seu lugar e dando um abraço bem forte na mamãe.

JOCA – É isso aí! Tchau pra vocês!

CLARINHA – Tchau!

JOCA – Tchau!

CLARINHA – Tchau!

(a equipe de músicos canta uma música bem bonita para as mães)

(Sugestão: no fim da Missa as crianças ganham um cartão ou uma lembrancinha para dar para as mães)



F i m


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DETETIVE ZINHO em O MISTÉRIO DO PRESENTE DA MÃE






de Emílio Carlos





Naquele dia o Detetive Zinho estava muito feliz.

Depois de dias e dias de preparação aquele era o grande dia.

O dia mais esperado das últimas semanas, o dia mais preparado das últimas semanas, o dia com D maiúsculo: o Dia das Mães.

E como todo bom detetive, Zinho tinha preparado uma surpresa para sua mãe nesse dia. Na verdade ele tinha feito com as próprias mãos um presente mais que demais para sua mãe.

Durante semanas ele planejou, preparou e fez o presente – o grande presente-surpresa.

E agora o presente-surpresa estava guardado dentro do seu guarda-roupas. Porque era surpresa, então não era pra ninguém ver antes da hora certa.

O Detetive Zinho foi até o guarda-roupas para dar mais uma olhada no seu presente-surpresa, que estava dentro de uma caixa-surpresa, como todo presente-surpresa merece estar.

Abriu a porta do guarda-roupas e… tcharan!!!! Tcharaan! Tcharaaaaannn! O presente havia sumido!

Como isso podia ter acontecido? Depois de semanas planejando, preparando e fazendo o presente agora ele some? Como isso aconteceu? Como? Como?

A primeira coisa que todo detetive precisa é… manter a calma. Por isso o Detetive Zinho respirou fundo e contou até dez…

Porém ele continuava nervoso: - Cadê o presente que eu fiz? Onde está? Como pode sumir o presente de dentro do meu quaaartoooo?

Calma, Zinho. Desse jeito você não vai solucionar o Mistério do presente da sua Mãe. Respire fundo e prenda a respiração.

O Detetive Zinho prendeu a respiração por 1 segundo, 2 segundos, 3 segundos, 4 segundos, 5 segundos, 6 segundos, 7 segundos, aaahhh… e aí não aguentou mais.

Mas deu certo, porque agora ele estava mais calmo!

Então, com mais calma, o Detetive Zinho começou a raciocinar, que é a segunda coisa que um detetive precisa fazer.



Ele tinha terminado o presente ontem à tarde na mesa de estudos. Colocou o presente-surpresa na caixa-surpresa e deu uma boa olhada em volta pra ver se alguém o espionava.

Depois abriu a porta do guarda-roupas e guardou o presente-surpresa, sempre olhando para os lados. Depois fechou a porta do guarda-roupas, foi cuidadosamente até a porta do quarto e olhou para os lados. A barra estava limpa: ninguém tinha visto o grande Detetive Zinho guardar a caixa-surpresa no guarda-roupas.

Mais tranquilo o Detetive Zinho desceu a escada para ver na TV sua série preferida: O Detetive Zão.

Depois disso tomou banho, jantou, subiu para o quarto e leu seu livro preferido: Como solucionar mistérios misteriosos.

E hoje quando acordou… tchraaaaannn…. o presente-surpresa e a caixa-surpresa não estavam no guarda-roupas.



Certo: qualquer um podia pegar o presente enquanto ele assistia TV; e também enquanto ele tomava banho; e enquanto ele jantava.

Mas quem? Quem ousaria entrar no quarto do grande Detetive Zinho para cometer o crime do século: roubar o presente-surpresa que ele mesmo havia feito para sua mãe?



A terceira coisa que todo detetive precisa fazer é procurar pistas do crime. Pra isso o Detetive Zinho pegou a sua lupa e começou a olhar a cena do crime: o seu quarto. E decidiu começar pela porta.

Examinou bem a porta mas não encontrou nada. E percorreu todo o trajeto que vai da porta do seu quarto até o guarda-roupas, olhando cada detalhe com sua lupa de detetive.

Porém não encontrou nenhum sinal, nenhuma pista que pudesse ajuda-lo a desvendar esse terrível mistério. Abriu as portas do guarda-roupas e examinou com a lupa a prateleira. E então… Tcharaaaaannn! Uma marca de dedo na prateleira!

O Detetive Zinho estava certo: pegaram mesmo o presente-surpresa de sua mãe!

Procurando outra pista ele saiu do quarto e foi pelo corredor com sua lupa. Mas não encontrou nenhuma outra pista no corredor.

Então o Detetive Zinho pensou: Será que o ladrão de presente-surpresa pulou pela janela do meu quarto?

O Detetive Zinho voltou para o quarto e foi até a janela. Analisando detalhadamente a situação percebeu que era impossível para alguém descer pela janela, pois era muito alta e embaixo havia um grande espinheiro.



E agora? O que fazer? Para onde ir? Onde procurar mais pistas?

O Detetive Zinho se lembrou que um grande detetive nunca desiste de um caso, por mais difícil que possa parecer. A quarta coisa que todo detetive precisa ter é persistência.

Voltando ao corredor decidiu descer a escada e investigar o caminho até a porta da saída – porque com certeza o ladrão, larápio, surrupiador do presente-surpresa de sua mãe só poderia ter saído pela porta da sala.

Desceu a escada cuidadosamente buscando com sua lupa uma pista que pudesse leva-lo até o criminoso. Assim ele puderia recuperar o presente-surpresa que fez com tanto esforço para esse grande dia.

O Detetive Zinho chegou até a sala com sua lupa na mão e então… tchraaaaannn! O que ele viu o deixou sem ar. Na mesa da sala não apenas uma caixa-surpresa de presente-surpresa – mas duas caixas de presente-surpresa, igualzinhas!

Por um momento o seu senso de detetive ficou confuso. Mas Zinho se lembrou que um detetive nunca pode ficar confuso pois sempre existe uma explicação lógica para tudo.

Foi então que sua irmã mais velha entrou na sala, e disse:

- Você viu? Eu arrumei tudo para a mamãe. Vai ser uma surpresa.



O rápido raciocínio do Detetive Zinho solucionou o Mistério do presente-surpresa: pela manhã antes que ele acordasse sua irmã entrou no quarto e pegou a sua caixa-surpresa. Então desceu as escadas e colocou a caixa-surpresa com o presente-surpresa na mesa da sala. Mistério resolvido.

Porém agora apareceram mais dois mistérios misteriosos. Restavam duas perguntas a serem respondidas: por que haviam duas caixas-surpresa exatamente iguais? E em qual delas estaria o presente que ele tinha feito? Como descobrir?



Nisso a mãe do Detetive Zinho chegou do supermercado. A irmã de Zinho gritou bem alto: - Surpresaaaaaa!

Ela era realmente uma irmã cheia de surpresas. A mãe ficou surpresa e abriu a primeira caixa-surpresa, tirando de dentro dela o presente-surpresa: era exatamente o porta-lápis que o Detetive Zinho tinha feito para ela.

A mãe de Zinho abriu um sorriso grande, abraçou o Detetive e agradeceu. O Detetive Zinho também sorriu mas não muito, porque detetives precisam se manter atentos, e quem sorri muito fecha os olhos e acaba não vendo nada.

E foi bom ele não fechar mesmo os olhos porque de dentro da outra caixa-surpresa a mãe tirou outro presente-surpresa… exatamente igual ao seu! O Detetive Zinho ficou de queixo caído, enquanto sua mãe abriu um grande sorriso, abraçou a irmã de Zinho e agradeceu.



Nada mais fazia sentido. Não havia uma explicação. Como explicar os dois presentes-supresas iguais dentro de duas caixas-surpresa iguais? Será que a sua irmã o estava espionando o tempo todo, todas essas semanas, dia após dia, só para fazer um presente-surpresa igual ao dele?



- Mamãe: você não fica chateada dos dois presentes serem iguais? - indagou a irmã do Detetive Zinho.



E a mãe respondeu:

- Claro que não. Quando eu vi vocês fazendo o mesmo presente que viram na TV Super Legal eu pensei: “Que bom! Eu coloco um porta-lápis aqui em casa e outro lá no escritório. Assim eu sempre vou me lembrar de vocês.”



Mais uma vez mistério resolvido. E dessa vez pela mãe do Detetive Zinho. Que pensou assim: “Sabia que eu tinha a quem puxar...”




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Teatro - A PAIXÃO DE CRISTO PARA CRIANÇAS



de Emílio Carlos



CENA 1 - Ceia



(Música de Abertura.)

NARRADOR - A história que agora vamos narrar aconteceu a quase dois mil anos atrás. Deus enviou Seu filho para salvar a humanidade do pecado. E Jesus deu sua vida para remissão dos nossos pecados. Por isso hoje é preciso que cada um de nós reflita sobre os ensinamentos e o sacrifício que Jesus fez por nós. Jesus pregou a paz e o amor ao próximo – e ainda assim foi crucificado. Quantas vezes nós com nossos pecados não acrescentamos mais um espinho à sua coroa, que tanto machucou Jesus? É preciso seguir sempre os ensinamentos de Jesus e não esquecer que somente através Dele se vai ao Pai. É preciso não esquecer do sacrifício que Jesus fez por nós na cruz. Vamos então refletir sobre a Paixão de Jesus para que possamos renascer para Ele e junto com Ele na Páscoa.

NARRADOR – Estamos em Jerusalém na época da Páscoa. Jesus sabia que essa seria sua última Páscoa. Por isso reuniu-se com os discípulos para a última Ceia.



(Jesus está atrás da mesa, ao centro, tendo 6 apóstolos de cada lado. Jesus reparte o pão)

JESUS – Tomai e comei todos vós. Isso é o meu corpo que é dado por vós.



(Jesus entrega o pão aos apóstolos, que vão passando para os outros)



(Jesus ergue a taça de vinho)

JESUS – Tomai e bebei todos vós. Esse é o meu sangue, que será derramado para o perdão dos pecados. Façam isso para se lembrarem de mim.



(Sonoplastia de fim de cena)



(Os apóstolos saem pela esquerda e Jesus vai até o canto direito do palco.)




Cena 2 – A Traição



NARRADOR

– Após a Ceia Jesus subiu ao Monte das Oliveiras. Sabendo de todo sofrimento que iria passar Jesus orou assim:



(Jesus se ajoelha.)

JESUS – Pai: se for possível afaste de mim esse cálice de sofrimentos. Porém não seja como eu quero, mas como Tu queres. Seja feita a Tua Vontade.



(Nesse momento aparecem Judas e os guardas.)



NARRADOR



– Nesse momento apareceu Judas – um dos discípulos de Jesus - trazendo os guardas romanos para prenderem Jesus.



SOLDADO 1 - Como saberemos quem é Jesus?



JUDAS – Eu lhes mostrarei.



NARRADOR – Judas se aproximou de Jesus. E o traiu dando-lhe um beijo na face. Nesse momento os guardas prenderam Jesus.



(Os guardas amarram Jesus. Enquanto um deles leva Jesus preso o outro paga a Judas.)



NARRADOR – Judas traiu Jesus por 30 moedas de prata.



CENA 3 – CARREGANDO A CRUZ





NARRADOR



– Jesus foi levado até o governador Poncio Pilatos e foi condenado à morte. Ele seria crucificado. Os soldados romanos chicotearam Jesus. Depois colocaram nele uma coroa de espinhos. Zombando de Jesus os soldados diziam: Toma tua coroa, rei dos judeus. A coroa de espinhos feriu a cabeça de Jesus. Depois de maltratarem Jesus Os soldados o fizeram carregar a cruz por toda a cidade até o monte Gólgota, onde Jesus seria crucificado.



(Sonoplastia. Jesus entra carregando a cruz, todo machucado e com a coroa de espinhos. Jesus cai por 3 vezes. Na terceira vez aparece Maria Madalena que com um pano limpa o rosto de Jesus.)



(Jesus caminha com os soldados atrás e o povo, até o local da crucificação. Enquanto Jesus caminha os 2 ladrões entram e ficam em seus lugares.)



CENA 4 – Crucificação



NARRADOR – Os soldados romanos prendem Jesus à cruz. Jesus é crucificado entre 2 ladrões.



BOM LADRÃO – Senhor, lembre-se de mim quando estiveres no Teu Reino.



JESUS – Eu prometo: hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.



NARRADOR – Mesmo sofrendo na cruz Jesus perdoou a todos dizendo:



JESUS – Pai: perdoa-lhes. Eles não sabem o que fazem.



NARRADOR – Jesus ainda sofreu por mais algum tempo. E antes de morrer disse:



JESUS – Pai: em Tuas mãos entrego meu espírito.



(Jesus morre na cruz. Sonoplastia.)



CENA 5 – Ressurreição



NARRADOR – Jesus foi retirado da cruz e colocado em um sepulcro.



(Jesus é retirado da cruz pelos apóstolos e pelas Santas Mulheres e levado até o sepulcro. Os dois ladrões são retirados pelos guardas e por outros atores da peça.)



NARRADOR – Uma grande pedra foi colocada na porta do túmulo. E guardas vigiaram o túmulo dia e noite.



Na manhã do terceiro dia houve um grande terremoto porque o anjo do Senhor apareceu e removeu a pedra do túmulo. Os guardas fugiram apavorados.



NARRADOR – Logo depois chegaram Maria Madalena e Maria. E o anjo lhes disse:



ANJO – Jesus não está mais entre os mortos. Ele ressuscitou.



NARRADOR – As mulheres ficaram espantadas com aquilo que o anjo lhes contara e foram logo contar aos discípulos a boa nova. E assim Jesus ressuscitou no domingo de páscoa. Ele nos deixou uma mensagem de amor ao próximo e de paz. E disse mais:



(Entra Jesus, agora com suas roupas normais, mas com as chagas nas mãos e nos pés, e diz ao público:)



JESUS – Eu estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos.



(A música atinge o seu ápice.)



F I M




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Hora do banho





de Emílio Carlos



Todo dia no final da tarde a mãe do Alfredo dizia assim:

- Alfredo: hora do banho.

Na hora o Alfredo respondia:

- Primeiro o Julinho.

Julinho, que era o irmão de Alfredo, dizia na hora:

- Não primeiro o Alfredo.



E começava a discussão pra ver quem ia tomar banho primeiro. A mãe precisava intervir todo dia e decidir quem ia primeiro. Nesse dia a mãe mandou o Alfredo ir primeiro. E o Alfredo não gostou. Entrou no banheiro com uma má vontade...



E foi tirando a roupa lentamente. Muito lentamente. Brincava com a roupa, fazia caretas no espelho, dançava com a roupa na mão, de pé no chão frio. E o banho que é bom nada. A mãe do Alfredo começou a desconfiar que tinha algo errado. “Esse menino nem ligou o chuveiro ainda...”, pensou ela.

- Alfredo: toma logo esse banho, meu filho. Está ficando frio e você vai se resfriar – disse ela.

- Ta bom mãe – respondeu Alfredo lá de dentro do banheiro.



Alfredo ligou o chuveiro. Mas não entrou embaixo da água não. Ficou fazendo dança da chuva dentro do banheiro. Depois foi ver como seus dentes eram legais no espelho. Depois resolveu brincar de homem das selvas no banheiro. Aquilo estava demorando muito e a mãe resolveu ir ver o que estava acontecendo.



Quando abriu a porta do banheiro viu Alfredo lutando contra a água do chuveiro:

- Tome isso ser do espaço: iáááá!

- O que é isso Alfredo?

Alfredo ficou branco! A mãe pegou-o na hora em que ele deu um golpe de Karatê na água que caía do chuveiro. Fez aquela cara de bolacha e ainda tentou se explicar:

- É que a água estava me provocando...

- Pare de brincar e tome logo seu banho, meu filho. Você está desperdiçando água e energia elétrica, Alfredo. É o mesmo que jogar dinheiro fora pelo ralo – explicou a mãe.

- Ta bom – disse o Alfredo assim com cara de picolé.



Foi só a mãe fechar a porta do banheiro e o Alfredo pensou:

- Dinheiro pelo ralo? Deve ter sido o terrível pirata perna-de-pau que escondeu o dinheiro aqui! E no esgoto, que é o seu lugar.



E se ajoelhou no chão frio do banheiro para olhar dentro do ralo ver se tinha ali algum tesouro escondido. Olhou e olhou e nada. Daí se sentou no chão do banheiro e começou a remar em seu barco imaginário. O barco entrou num temporal e para fazer as ondas Alfredo pegou uma esponja, molhou na água e jogou por todo lado, molhando a porta, as paredes, enfim todo o banheiro.



O Alfredo já estava gelado. Também tanto tempo sem roupa ali e fora da água quente do chuveiro... Quando a esponja bateu na prateleira de xampus um vidro de condicionador se espatifou no chão e o barulho foi tão grande que a mãe abriu a porta. E viu o filho pelado sentado naquele chão frio e ainda sem ter tomado banho.



Nessa hora a mãe perdeu a esportiva e disse:

- Agora você vai ver Alfredo!

O Alfredo até se encolheu de medo. Mas não adiantou nada.

- Desculpe mãe! – suplicou o menino.

- Venha aqui! – disse a mãe com aquela voz que não deixava dúvidas que a coisa agora tinha ficado feia.



O Alfredo entrou debaixo d’agua e a mãe começou a esfrega-lo com a esponja.

- Ô mãe! Eu não sou mais bebê! – reclamou ele.

- Mas parece – respondeu a mãe esfregando suas costas.

- Ô mãe... a... a... atchim! Alfredo começou a espirrar. Seu nariz começou a arder.



A mãe mais que depressa enxugou Alfredo com a toalha. E pra ter certeza que ele não ia demorar vestiu o Alfredo. De noite o Alfredo espirrou várias vezes. No dia seguinte seu nariz estava escorrendo. E á tarde ele já estava com tosse.



A mãe levou Alfredo ao médico. E lá o Dr. Teixeira deu aquele sabão no Alfredo:

- Eu vou receitar esses remédios. Mas não é pra ficar peladão no banheiro tomando frio ao invés de tomar banho, hein Alfredo?



Puxa, que furo! E o Alfredo ficou ali ouvindo o sermão do médico com sua cara de bolacha. Depois disso o Alfredo mudou. Sempre entrava no banheiro e tomava banho direitinho, sem demorar. Tomou os remédios do médico direitinho e sarou. Na escola passou a dar conselhos:

- Demorar no banho é como jogar dinheiro fora pelo ralo.

E os amigos ficavam espantados:

- Óóóóóó´.





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